De Cecílio Purcino
Acho que por hoje é só!
Dessa caneta não sai mais nada.
Nem letras, nem sílabas, nem palavras,
Nem frases, nem orações.
Nem versos, nem estrofes, parágrafos
Nem canções.
Não sai mais nada,
Apenas a vontade de querer expressar
Algo que ainda a tinta não consegue
Escrever no papel.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O outro lado bom
De Cecílio Purcino
adaptação de uma frase já vista
Existe dois lado!
O lado Bom e o outro lado.
Que lado é esse? O filho pergunta pra mãe.
O lado BOM e o lado MOB!
O menino fica com a cabeça
A ver sinais de interrogação.
A mãe percebe e retruca:
Qualquer lado que escolher será
uma boa escolha.
Dependerá de como você vê as coisas.
adaptação de uma frase já vista
Existe dois lado!
O lado Bom e o outro lado.
Que lado é esse? O filho pergunta pra mãe.
O lado BOM e o lado MOB!
O menino fica com a cabeça
A ver sinais de interrogação.
A mãe percebe e retruca:
Qualquer lado que escolher será
uma boa escolha.
Dependerá de como você vê as coisas.
Noite longa
De Cecílio Purcino
Daqui meus olhos veêm:
Dois homens se beijando,
Uma mulher pedindo esmolas
E um casal caminhando.
O que mais meus olhos veêm?
Depois disso, somente
Um céu sem estrelas
E as lágrimas no chão.
Daqui meus olhos veêm:
Dois homens se beijando,
Uma mulher pedindo esmolas
E um casal caminhando.
O que mais meus olhos veêm?
Depois disso, somente
Um céu sem estrelas
E as lágrimas no chão.
Poema borrado
De Cecílio Purcino
Hoje chorei!
Chorei feito menino carente,
Sem papel noel e sem presente.
Sentei no banco da praça de Lisboa
E chorei!
Chorei; chorei; chorei
Chorei, Mas chorei
Tanto,tanto, tanto,
Que as lágrimas acabaram
Manchando as letras desse poema.
Agora! terei que fazer outro.
Hoje chorei!
Chorei feito menino carente,
Sem papel noel e sem presente.
Sentei no banco da praça de Lisboa
E chorei!
Chorei; chorei; chorei
Chorei, Mas chorei
Tanto,tanto, tanto,
Que as lágrimas acabaram
Manchando as letras desse poema.
Agora! terei que fazer outro.
Dias normais
de Cecílio Purcino
Me lembro de ter passado
Por essa rua esses dias.
Tudo estava como esta agora,
Calmo como uma lembrança.
As pessoas nas ruas,
Crianças correndo,
E os idosos a reclamar
Do irreclamável.
Nos bancos,
Beijos soltavam seus estalos,
Nos gramados,
O violão acompanhava os jovens.
Éh! pelo que vejo, aqui em Portugal
todo dia é assim:
Tudo muito tranquilo e sereno.
Menos o meu coração abrazado
pela saudade dos ares
que no Brasil deixei.
Arrebenta pulmão de carne osso
Que não quer parar de respirar.
Me lembro de ter passado
Por essa rua esses dias.
Tudo estava como esta agora,
Calmo como uma lembrança.
As pessoas nas ruas,
Crianças correndo,
E os idosos a reclamar
Do irreclamável.
Nos bancos,
Beijos soltavam seus estalos,
Nos gramados,
O violão acompanhava os jovens.
Éh! pelo que vejo, aqui em Portugal
todo dia é assim:
Tudo muito tranquilo e sereno.
Menos o meu coração abrazado
pela saudade dos ares
que no Brasil deixei.
Arrebenta pulmão de carne osso
Que não quer parar de respirar.
A ação do verbo
de Cecílio Purcino
Ontem passei por essa praça
e estava sem palavras na boca,
nos olhos e nos ouvidos.
Apenas na ponta da pena e
no verso do papel.
Hoje, elas saltaram dos olhos,
Passaram pelos ouvidos
E sairam pela boca.
Era a vontade de verbalizar a ação:
Te quero, Te quero, Te quero
Ontem passei por essa praça
e estava sem palavras na boca,
nos olhos e nos ouvidos.
Apenas na ponta da pena e
no verso do papel.
Hoje, elas saltaram dos olhos,
Passaram pelos ouvidos
E sairam pela boca.
Era a vontade de verbalizar a ação:
Te quero, Te quero, Te quero
A distração da noite
de Cecílio Purcino
A bola quica, quica a bola
E a bola quica.
E sem perceber , ela passa
Pra lá e pra cá a quatro pés,
E ao longe,junto a bola
Meu olhar compenetrado,
Lá no fundo no horizonte escuro
Da praça,percebe apenas isto.
Três rapazes, um é o bobo,
E no chão, a bola que quica,
Rola e quica, por debaixo dos
Olhos do mundo.
A bola quica, quica a bola
E a bola quica.
E sem perceber , ela passa
Pra lá e pra cá a quatro pés,
E ao longe,junto a bola
Meu olhar compenetrado,
Lá no fundo no horizonte escuro
Da praça,percebe apenas isto.
Três rapazes, um é o bobo,
E no chão, a bola que quica,
Rola e quica, por debaixo dos
Olhos do mundo.
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