de Cecílio Purcino
Minha vida é algo que tenho de mais natural
E que não compartilho com ninguém!
Se há alguém para compartilhar, não o faço,
Se há alguém para conversar, não converso.
Assim o dizem por ai.
Mas se não a divido,
Não é porque eu quero que seja assim,
São as pessoas que não dividem comigo
A beleza da naturalidade do ser
Diferente, conspícuo, distinto e notável que somos.
Existe algo mais belo e mais puro que
Ver os acontecimentos da vida como
Tudo o que é de mais natural?
Ainda mais quando a vida é do outro e não a minha.
E é por isso, que eu acho que errei a estrada do céu,
Perdi- me pelo caminho do amor.
E se os vejo, apenas os comprimento,
E há quem diz que esse é o caminho mais curto.
Mas até a estrada terminar na porta do casebre,
Ainda faltam muitas pedras pelo caminho.
Mas com pedras ou sem pedras eu as com partilho.
Mas como eu disse e reforço!
Não tenho nada a esconder
E nada a temer,
São as pessoas que têm muito
O que me enxergar.
Eu compartilharei contigo
O que ver de em mim
E cinzas na pele
E vermelho nos dentes
E se não quiseres ver
Nunca compartilhará nada,
Pois compartilhar vem de como
Partir o pão que há sempre de bom
Em todos nós.
Então só partirei o pão contigo se deixares
A faca passar na garganta,
Se perderes o medo de ver-me,
Se deixares a mordida descer-te,
Se quiseres comer o pão que o diabo amassou,
Pois com ele vem sempre a fúria e o desejo
E é tudo que está dentro de mim.
Portanto, abra-me o pão, passe a manteiga
E me coma, para sentir meu passado dentro de ti.
E se não gostares do gosto,
É porque talvez para ti faltasse algum tempero,
Ou talvez passasse na pimenta do reino que é dos céus,
Ou ainda talvez porque sentisse sabor de vida insossa,
Sem anseio, sem sal e açúcar,
Sem aspiração e sem nada.
Apenas o gosto de manteiga nos dentes.
Engula-me! Engula-me a frio
E encare o que eu sou
E seja quem tu és!
Não me espere para ditar seus desejos e
Nem para que eu te fale
O que deves fazer da minha vida -
Pois é coisa que você acha que é sua.
A minha vida, você acha que é sua.
E mais nada!
Mas acha porque sempre a procura
Pelos cantos, pelos becos, pelas bocas.
Se parasse de procurar,
Talvez encontrasse a sua própria vida,
Calada, morta, moída,
Quase que perdendo o sal e o gosto.
Se queres compartilhar minha vida,
Venha ser eu mesmo
Nos alicerces dos corpos,
Na mobilidade dos átomos,
Na essência do ser,
Nos desabafos e nas dores,
Na luz e na escuridão,
Nessa grande estrada tortuosa da vida.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Na morada dos dias
de Cecílio Purcino
O que mais posso esperar de um dia que é dia
Apenas para os outros e nada para mim?
De fato, esse dia só não é nada para mim
Porque não tenho com quem dividi-lo,
Ou melhor, tenho e não quero,
Quero e não tenho.
Na verdade, não tenho
E sou eu que sempre quero me tapear,
Como tapioca no fogo, dizendo que estou bem,
E se tá pior é por que
Eu deixei que fossem.
E se não tenho alguém, é porque mereci.
Não é tão fácil ser assim como eu,
Dia após dia, ano após ano e nada de novo.
Devo ter jogado pedra na cruz e água nos santos,
Devo ter sido aquele que a vida não elegeu,
Devo ser aquele que ninguém escolheu,
Mas fui aquele que sempre escolhi.
E é porque eu escolhi que estou sempre assim,
Sem ninguém para entregar o presente,
Sem ninguém para falar do passado
Sem ninguém para ter um futuro,
E ninguém para comemorar
A páscoa, o natal, os aniversários e
O dia dos namorados.
Hoje estou me sentindo assim, solitário aos milhares,
Sozinho aos prantos e fadado a serpentes,
Pois me passo apenas na cabeça dos outros e
É o que apenas faço.
Ser algo que esta apenas na cabeça dos outros!
E verdade e sem mito,
Se não é assim e não menos assim,
Então me diga!
Por que ninguém tem olhos para mim?
Me diga, então!
Por que tudo passa e sempre passa,
Nada mais que a intenção?
O porquê...
Bom, hoje já faz dias que não tenho dias,
Já faz anos que não sou namorado,
Já faz décadas que não sou aceso,
Já se fez eterno,
Que sou uma tocha fria na concha vazia do amor.
O que mais posso esperar de um dia que é dia
Apenas para os outros e nada para mim?
De fato, esse dia só não é nada para mim
Porque não tenho com quem dividi-lo,
Ou melhor, tenho e não quero,
Quero e não tenho.
Na verdade, não tenho
E sou eu que sempre quero me tapear,
Como tapioca no fogo, dizendo que estou bem,
E se tá pior é por que
Eu deixei que fossem.
E se não tenho alguém, é porque mereci.
Não é tão fácil ser assim como eu,
Dia após dia, ano após ano e nada de novo.
Devo ter jogado pedra na cruz e água nos santos,
Devo ter sido aquele que a vida não elegeu,
Devo ser aquele que ninguém escolheu,
Mas fui aquele que sempre escolhi.
E é porque eu escolhi que estou sempre assim,
Sem ninguém para entregar o presente,
Sem ninguém para falar do passado
Sem ninguém para ter um futuro,
E ninguém para comemorar
A páscoa, o natal, os aniversários e
O dia dos namorados.
Hoje estou me sentindo assim, solitário aos milhares,
Sozinho aos prantos e fadado a serpentes,
Pois me passo apenas na cabeça dos outros e
É o que apenas faço.
Ser algo que esta apenas na cabeça dos outros!
E verdade e sem mito,
Se não é assim e não menos assim,
Então me diga!
Por que ninguém tem olhos para mim?
Me diga, então!
Por que tudo passa e sempre passa,
Nada mais que a intenção?
O porquê...
Bom, hoje já faz dias que não tenho dias,
Já faz anos que não sou namorado,
Já faz décadas que não sou aceso,
Já se fez eterno,
Que sou uma tocha fria na concha vazia do amor.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Que tristeza é essa?
de Cecílio Purcino
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus olhos a entrar em mim
Com tua chegada ao recinto,
Nem a falta de suas mãos factícias
A entrelaçarem às minhas,
E nem de tua boca a ditar os meus deveres do dia.
É o teu desejo íntimo, que é diferente do meu e
Que nos afasta pouco a pouco.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus lábios em minha boca,
Nem de teus braços em meu corpo e
Nem de tua língua em meu pescoço.
É a vida, que escolheu as pessoas a quem devo amar.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta de teu sussurro no pé do ouvido,
Nem de teu humor que me compraz ao fim do dia
E nem de teus dedos que não me transformam em harpa e lira.
É a razão, que sempre me segura para não me perder
Diante de ti.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta da sua presença que acontece por vezes ou outras,
Nem dos encontros rápidos e repentinos e
Nem de suas dúvidas que me ensinam
A falar de coisas que só outros sabem lá fora.
É porque ouvi hoje você listar seus amores
E o meu nome não estava entre eles.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos cabelos que não tenho,
Nem de teu belo corpo intocável,
Nem de teus belos olhos a me olharem de
Mancinho pelo reflexo do espelho e
Nem de teu sorriso a me pedir conselhos.
É o medo, de queimar essa linha
Que nos une e que nos molda.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?Ah! Que tristeza é essa?
Não é a falta das tuas brincadeiras durante o dia,
Nem do gelo que tu me dá para por em águas quentes e
Nem da despedida com teu adeus no fim de
Uma longa tarde de exercícios.
É a dor, da vontade de saber
Se ao menos sequer te terei por um dia.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus olhos a entrar em mim
Com tua chegada ao recinto,
Nem a falta de suas mãos factícias
A entrelaçarem às minhas,
E nem de tua boca a ditar os meus deveres do dia.
É o teu desejo íntimo, que é diferente do meu e
Que nos afasta pouco a pouco.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus lábios em minha boca,
Nem de teus braços em meu corpo e
Nem de tua língua em meu pescoço.
É a vida, que escolheu as pessoas a quem devo amar.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta de teu sussurro no pé do ouvido,
Nem de teu humor que me compraz ao fim do dia
E nem de teus dedos que não me transformam em harpa e lira.
É a razão, que sempre me segura para não me perder
Diante de ti.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta da sua presença que acontece por vezes ou outras,
Nem dos encontros rápidos e repentinos e
Nem de suas dúvidas que me ensinam
A falar de coisas que só outros sabem lá fora.
É porque ouvi hoje você listar seus amores
E o meu nome não estava entre eles.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos cabelos que não tenho,
Nem de teu belo corpo intocável,
Nem de teus belos olhos a me olharem de
Mancinho pelo reflexo do espelho e
Nem de teu sorriso a me pedir conselhos.
É o medo, de queimar essa linha
Que nos une e que nos molda.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?Ah! Que tristeza é essa?
Não é a falta das tuas brincadeiras durante o dia,
Nem do gelo que tu me dá para por em águas quentes e
Nem da despedida com teu adeus no fim de
Uma longa tarde de exercícios.
É a dor, da vontade de saber
Se ao menos sequer te terei por um dia.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Casados, separados, mas unidos
Poema feito a dois de
Cecílio Purcino e Rui Cortes
O amor impossível, entre um homem mais velho e uma garota menor de idade
Eu acho que casaremos juntos,
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Talvez nos casemos.
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados.
Sim, sempre me arrependi de ter te deixado passar
Como o rio que sempre passa, passa e passa
E de nunca ter aceitado o sabor da carne que tanto amo,
Os delírios constantes que tanto tenho,
E a beleza que tanto me atrai
E que dá movimento de mais aos corpos.
De repente nem me conheço mais,
O espelho que outrora refletia uma face jovem
Agora soletra um homem de algumas primaveras
Pouco feliz, muito feliz, amado, odiado
Contraditório em mim e nos outros.
Insisto no amor
Porque acredito nos lábios que me tocam,
Me deliram,
Me fascinam,
Mas eu te reconheço, por fatos existentes,
Pelas águas correntes,
Que passava por ti
E que agora deságua na primavera que tu és,
E é porque você é primavera hoje
Que eu sou outono sempre,
Para nos completarmos pelos anos
Para sermos todas as estações,
Para sermos frios no verão
E quentes no inverno,
E sermos aquilo que nos uni nesse dia inóspito
E distante que estamos um do outro.
Ainda queres meu beijo?
Ainda quer meu fogo?
Por que me indagas maldito amor?
Não percebe que o passado
Destrói, corrói e me machuca
Deixe-me voar, deixe-me ir
Liberta-me de tua sombra
Preciso partir....
Parta ti, não tenha medo e costume da vida,
Não tenha vida pelo medo de viver,
Não tenha medo de me perder.
Se te queres partir. Então parta ti
Em duas partes se possível,
Mas deixe uma delas para me completar no final
De minha vida, pois se formos nos casar,
Que eu tenha pelo menos a metade do
Seu beijo para levar com a morte .
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados...
Fique com minha outra parte, minha outra metade,
Fique também com meu silêncio
Que eternamente gritará de amor
Nas entranhas da Terra.
Amo-te como nunca amei ninguém,
Desfaleço-me, esqueço de mim e do tempo...
Deixo contigo um beijo, uma lágrima e um murmúrio de Adeus...
Eh, eu acho que casaremos juntos
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Eu com a sua metade e você dormindo.
Cecílio Purcino e Rui Cortes
O amor impossível, entre um homem mais velho e uma garota menor de idade
Eu acho que casaremos juntos,
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Talvez nos casemos.
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados.
Sim, sempre me arrependi de ter te deixado passar
Como o rio que sempre passa, passa e passa
E de nunca ter aceitado o sabor da carne que tanto amo,
Os delírios constantes que tanto tenho,
E a beleza que tanto me atrai
E que dá movimento de mais aos corpos.
De repente nem me conheço mais,
O espelho que outrora refletia uma face jovem
Agora soletra um homem de algumas primaveras
Pouco feliz, muito feliz, amado, odiado
Contraditório em mim e nos outros.
Insisto no amor
Porque acredito nos lábios que me tocam,
Me deliram,
Me fascinam,
Mas eu te reconheço, por fatos existentes,
Pelas águas correntes,
Que passava por ti
E que agora deságua na primavera que tu és,
E é porque você é primavera hoje
Que eu sou outono sempre,
Para nos completarmos pelos anos
Para sermos todas as estações,
Para sermos frios no verão
E quentes no inverno,
E sermos aquilo que nos uni nesse dia inóspito
E distante que estamos um do outro.
Ainda queres meu beijo?
Ainda quer meu fogo?
Por que me indagas maldito amor?
Não percebe que o passado
Destrói, corrói e me machuca
Deixe-me voar, deixe-me ir
Liberta-me de tua sombra
Preciso partir....
Parta ti, não tenha medo e costume da vida,
Não tenha vida pelo medo de viver,
Não tenha medo de me perder.
Se te queres partir. Então parta ti
Em duas partes se possível,
Mas deixe uma delas para me completar no final
De minha vida, pois se formos nos casar,
Que eu tenha pelo menos a metade do
Seu beijo para levar com a morte .
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados...
Fique com minha outra parte, minha outra metade,
Fique também com meu silêncio
Que eternamente gritará de amor
Nas entranhas da Terra.
Amo-te como nunca amei ninguém,
Desfaleço-me, esqueço de mim e do tempo...
Deixo contigo um beijo, uma lágrima e um murmúrio de Adeus...
Eh, eu acho que casaremos juntos
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Eu com a sua metade e você dormindo.
domingo, 23 de maio de 2010
Formula poética
de Cecílio Purcino
O poema é a expressão matemática
Mais bela que já vi em toda minha vida.
Com ele podemos somar amores, subtrair rancores,
Multiplicar amizades e dividir felicidades.
Podemos montar a inércia de nossa vida estática,
Calcular a força centrípeta que age dentro de nós,
Acharmos as coordenadas da reta que devemos
Seguir na vida e na morte, contudo após a morte,
E multiplicarmos as juras de amor e promessas compostas.
Ele é o desconto não contado de uma vida não falada,
É a taxa equivalente de nós que desatam em
Funções modulares do ser imutável de
Áreas e volumes constantes que somos.
É o produto notável de uma relação
Métrica entre dois amores.
É a teoria de todos os conjuntos e todos os rancores,
É a lei de ação e reação,
A força normal da mais
Normal força atraente dos corpos.
São as leis de Newton se expressando
De várias maneiras do momento.
O poema,
É o triangulo amoroso entre a, b e c,
O anseio de uma hipotenusa,
A somatória de alguns catetos,
O multiplicar de nossos dedos
E o entrelaçar de nossas mãos.
É a visão exponencial de cada sentimento,
A relação entre corpos,
A razão entre o desejo e a vontade,
A álgebra momentânea de todos demonstrados
Nas mais raras expressões geométricas.
É quando fatoramos os limites do
Nosso consciente ciente de tudo que
Há entre nós e retalhos
E derivamos nossos problemas até dar zero.
É a matriz quadrada de inúmeros desejos,
Equações do primeiro, segundo,
Terceiro grau até aos quarenta de febre,
Fogo de viver, de se expressar em forma
Mitológica através dos cálculos cartesianos.
É o binômio afetuoso de Newton e Beatriz, Tales e Pitágoras
É Bhaskara, regra de três, de dois
E até de um pensar mais simples.
É vida somada,
É a fúria multiplicada,
É dúvida dividida,
É Amor no quociente,
É a grande esfera da vida dimensionada
Em uma escala de tempo sem fim.
O poema é a expressão matemática
Mais bela que já vi em toda minha vida.
Com ele podemos somar amores, subtrair rancores,
Multiplicar amizades e dividir felicidades.
Podemos montar a inércia de nossa vida estática,
Calcular a força centrípeta que age dentro de nós,
Acharmos as coordenadas da reta que devemos
Seguir na vida e na morte, contudo após a morte,
E multiplicarmos as juras de amor e promessas compostas.
Ele é o desconto não contado de uma vida não falada,
É a taxa equivalente de nós que desatam em
Funções modulares do ser imutável de
Áreas e volumes constantes que somos.
É o produto notável de uma relação
Métrica entre dois amores.
É a teoria de todos os conjuntos e todos os rancores,
É a lei de ação e reação,
A força normal da mais
Normal força atraente dos corpos.
São as leis de Newton se expressando
De várias maneiras do momento.
O poema,
É o triangulo amoroso entre a, b e c,
O anseio de uma hipotenusa,
A somatória de alguns catetos,
O multiplicar de nossos dedos
E o entrelaçar de nossas mãos.
É a visão exponencial de cada sentimento,
A relação entre corpos,
A razão entre o desejo e a vontade,
A álgebra momentânea de todos demonstrados
Nas mais raras expressões geométricas.
É quando fatoramos os limites do
Nosso consciente ciente de tudo que
Há entre nós e retalhos
E derivamos nossos problemas até dar zero.
É a matriz quadrada de inúmeros desejos,
Equações do primeiro, segundo,
Terceiro grau até aos quarenta de febre,
Fogo de viver, de se expressar em forma
Mitológica através dos cálculos cartesianos.
É o binômio afetuoso de Newton e Beatriz, Tales e Pitágoras
É Bhaskara, regra de três, de dois
E até de um pensar mais simples.
É vida somada,
É a fúria multiplicada,
É dúvida dividida,
É Amor no quociente,
É a grande esfera da vida dimensionada
Em uma escala de tempo sem fim.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Eterna criança no ser
de Cecílio Purcino
Hoje pela manhã tive uma conversa com Deus.
Estava revoltado pela versão renovada da Terra.
Olhei para o céu, onde sua casa se faz nuvens e estrelas
E os pássaros a serem campainhas com voz de cordeiro que tu és,
E chamei a divina trindade pela excelência que são.
Presença potencial da ciência,
Eis me aqui na terra e vós em toda parte,
Veja eu, que de Ti chamas pelo mundo
A fazer mortos pelos cantos
Água pelos sábios e fome pela vida,
Estou aqui no olhar para ouvir de vós que são três.
O ar continuou inerte,
Os grãos de areia relutaram
Em se movimentar pelo solo,
E as árvores balançaram não mais do que deviam.
Nada mudou ao meu redor,
O criador não escutara a criatura.
E mesmo sem me dar a plena atenção,
Comecei a rosnar palavras
Pelo fútil da vida e à sombra da morte.
Queria saber o porquê
De tantas nuvens no céu,
De tantos rastros no chão,
De tantas estrelas no universo
De tanto ódio em canção.
De tanto sangue até ser em coágulos,
Por vínculos perdidos,
De tanto serem centrifugados
Para parecerem unidos.
Foi então, que o vento esbarrou se em mim como a permitir-me
O direito entre os homens e a justiça entre os aflitos
De conversar com a terceira pessoa do volátil.
E do verbo me fiz frases!
Revoltado, esbocei-me em palavras e literatura,
E disse para ele encarando em seus olhos -
Que são feitos com o brilho do sol e a relva da noite:
Ah, se eu pudesse usar seus corpos -
Potência, Ciência e Presença -
Consertaria no mundo os seus erros,
E começaria por tudo nesse mundo.
Não vi de Ti a plena sabedoria
De que tanto falam de Ti,
De que tanto de Ti evola,
De que tanto de Ti abusam,
De que tanto de Ti não cri e nem criei.
E de que tanto de Ti...
Ah, de que tanto de ti preciso
Para mudar o mundo que vejo.
Mas o mundo para Ti é
Muito complexo para o meu gosto.
Tudo muito misturado, água e terra,
Tudo muito misturado, ar e fogo
E nada de objetivo.
Tudo muito diferente para ser tudo muito igual.
O igual é que resolve tudo.
Se for para eu pontuar os seus erros de criação
Começaria logo pelo planeta.
Aproveitou-se da tinta do cosmo e da massa do cronos
Para misturarmos até tecer a todos.
Que falta de criatividade!
Qualquer um com a potência que Tens de criar
Poderia muito bem criar da forma que se foi criado,
Era apenas pegar a receita de vida e de amor
Que existe em todos e misturar-se em tudo.
Mas esse mundo sem voz não muda, nada muda,
Salvo as pessoas é claro, que de mudas se fazem e não são.
Se eu fosse Ti, na santíssima trindade e verbo no ser,
Teria feito a Terra com mais criatividade.
Teria feito toda de água por exemplo.
Sim, um mundo todo d’água.
As ruas, as casas, as árvores,
Os postes, as luzes,
Os gatos, os cães, o caos,
Os secos rios e os rios sujos que hoje são feitos
D’tudo menos d’água,
As rochas e as matas.
Os seres seriam claros em sua essência
E límpidos como os riachos
Que vão à beira das estradas,
Como as gotas do orvalho,
Como a brisa da noite,
E como a relva das praias.
Seria fácil amar em toda parte,
Pois os desertos não existiriam
E seus cristais de areia se dissolveriam
Como éter na água,
Para fazer-se aroma e perfumes.
As d’unas? Seriam d’águas,
E os homens fundiriam com os outros homens
Para sentir o prazer de ser o outro
Ou de ter o outro dentro de si
A fazerem-se tudo compressa de água quente.
Mas, tudo de água é tudo muito
Flácido, flexível, muito instável.
Onde estaria a fortaleza das plantas,
A rigidez das rochas e as posições firmes dos homens?
O mundo seria um éter no verbo do nada.
Seria melhor um mundo feito todo de ar.
Porque o igual que é importe,
E repito com maior firmeza e clareza,
O diferente é que desatam entre nós as brigas.
Tudo seria feito de ar!
O Mar desfaria em cinzas de vento
E tornados de emoções para
Fazer da relva da noite e orvalho
Das plantas, brisa e canção.
Não precisaríamos de estradas,
Não precisaríamos de roupas,
E de casas para trancafiarmos
A verdade que há entre quatro paredes.
Seriamos todos do mesmo pai,
Seriamos transparentes como devemos ser,
Seriamos ar,
E íamos ser voláteis, sensíveis,
E tudo seria melhor - pois no ar as
Mascaras não se sustentam por si,
E tudo ser ia ser infinito.
Ser-e- ar seriam,
O Sopro divino
O Hálito almejado,
O Vento soprado.
Não existiria o vácuo, não existiria a luz
Não existiria a cor que nos molda,
E a beleza que seduz.
E o mundo feito somente de ar
Seria tornado de erros.
Então deveria ser todo de terra.
Tudo seria feito de constante terra,
Tudo seria de areia,
E assim os seres humanos
Não chamariam humanos,
Mas sim sereias.
As d’unas? Continuariam d’unas e não d’águas,
E as geleiras, desaguariam em grãos da imortalidade.
O ar? Não existiria o ar, tudo seria constante e maciço,
Seria um bloco, seria um..., seria uma..., seria caixa fechada,
Ninguém se ver-ia.
Mas todos se trincariam muito fácil,
Quebrar-se-iam por vezes ou outra
E por qualquer coisa.
Atritariam conforme a música,
Conforme a fome
Conforme a sede,
Conforme com a vida que leva,
Conforme que somos, rochas e pedras.
E tudo seria uma extrema rigidez.
O mundo deveria mesmo então,
Era ser feito de puro fogo.
Tudo a se queimar pelos cantos,
Oxigênio a entrar em combustão,
Sabedoria eterna no ódio e no amor,
E cabeças em labaredas feitas
Em guilhotina de traição.
O combustível da paixão
Seria éter no ar para ser fogo na vida,
E tudo seria purificado.
As chamas seriam vida vivida,
E o presente, chamas passadas
Pela frente de nossas caras,
Por fora do corpo, e não por dentro de nós,
E viveríamos aquecidos somente
Pelo fogo eminente
Que emana da eterna
Consciência de ser.
Não existiriam queimadas pelas florestas,
Pois não precisaríamos de carvão
Para aquecermos os corpos na noite frívola da diversão.
Não existiria a distinção do branco, nem do preto
Nem do escuro como sou e nem do claro como são,
Apenas a cor da verdade de sermos
Essas chamas extintas em nós mesmos.
Mas com fogo, tudo passaria,
Nada seria permanentemente eterno.
Tudo seria eterna mudança, e as lembranças de minha
Juventude perdida em tempos de alegrias noturnas
Seria esquecimento.
De repente uma criança passou por mim a correr pela rua,
Não se deu muitos metros e
Seus joelhos foram de encontro a Terra.
A Água saiu pelos seus olhos,
O Ar se fez berros em arranjos
E o Fogo abrasou seu coração a procura da mãe.
Ela se aproximou da criança de Deus,
Abaixou-se e levantou-o todo inocente.
O fez um carinho todo maternal,
E naquele momento, pude ter certeza que
O mundo se fez em perfeita harmonia.
Tudo estava certo em seu fluxo.
O Ar, a tomar o seu lugar nos pulmões ofegantes,
A Água, em seus olhos em forma arco - íris,
O Fogo, em seu coração aquecido,
E a Terra, a fazer porto seguro no colo materno.
Tudo era eterno amor.
No mesmo instante, o raio do sol
Chicoteou as pétalas das rosas
E o pólen nutriu-se do eterno ar do dia,
Que agora se faz éter na vida.
Percebi que não era Deus que tinha errado,
Era eu, como homem que sou, errei no pensar.
Hoje pela manhã tive uma conversa com Deus.
Estava revoltado pela versão renovada da Terra.
Olhei para o céu, onde sua casa se faz nuvens e estrelas
E os pássaros a serem campainhas com voz de cordeiro que tu és,
E chamei a divina trindade pela excelência que são.
Presença potencial da ciência,
Eis me aqui na terra e vós em toda parte,
Veja eu, que de Ti chamas pelo mundo
A fazer mortos pelos cantos
Água pelos sábios e fome pela vida,
Estou aqui no olhar para ouvir de vós que são três.
O ar continuou inerte,
Os grãos de areia relutaram
Em se movimentar pelo solo,
E as árvores balançaram não mais do que deviam.
Nada mudou ao meu redor,
O criador não escutara a criatura.
E mesmo sem me dar a plena atenção,
Comecei a rosnar palavras
Pelo fútil da vida e à sombra da morte.
Queria saber o porquê
De tantas nuvens no céu,
De tantos rastros no chão,
De tantas estrelas no universo
De tanto ódio em canção.
De tanto sangue até ser em coágulos,
Por vínculos perdidos,
De tanto serem centrifugados
Para parecerem unidos.
Foi então, que o vento esbarrou se em mim como a permitir-me
O direito entre os homens e a justiça entre os aflitos
De conversar com a terceira pessoa do volátil.
E do verbo me fiz frases!
Revoltado, esbocei-me em palavras e literatura,
E disse para ele encarando em seus olhos -
Que são feitos com o brilho do sol e a relva da noite:
Ah, se eu pudesse usar seus corpos -
Potência, Ciência e Presença -
Consertaria no mundo os seus erros,
E começaria por tudo nesse mundo.
Não vi de Ti a plena sabedoria
De que tanto falam de Ti,
De que tanto de Ti evola,
De que tanto de Ti abusam,
De que tanto de Ti não cri e nem criei.
E de que tanto de Ti...
Ah, de que tanto de ti preciso
Para mudar o mundo que vejo.
Mas o mundo para Ti é
Muito complexo para o meu gosto.
Tudo muito misturado, água e terra,
Tudo muito misturado, ar e fogo
E nada de objetivo.
Tudo muito diferente para ser tudo muito igual.
O igual é que resolve tudo.
Se for para eu pontuar os seus erros de criação
Começaria logo pelo planeta.
Aproveitou-se da tinta do cosmo e da massa do cronos
Para misturarmos até tecer a todos.
Que falta de criatividade!
Qualquer um com a potência que Tens de criar
Poderia muito bem criar da forma que se foi criado,
Era apenas pegar a receita de vida e de amor
Que existe em todos e misturar-se em tudo.
Mas esse mundo sem voz não muda, nada muda,
Salvo as pessoas é claro, que de mudas se fazem e não são.
Se eu fosse Ti, na santíssima trindade e verbo no ser,
Teria feito a Terra com mais criatividade.
Teria feito toda de água por exemplo.
Sim, um mundo todo d’água.
As ruas, as casas, as árvores,
Os postes, as luzes,
Os gatos, os cães, o caos,
Os secos rios e os rios sujos que hoje são feitos
D’tudo menos d’água,
As rochas e as matas.
Os seres seriam claros em sua essência
E límpidos como os riachos
Que vão à beira das estradas,
Como as gotas do orvalho,
Como a brisa da noite,
E como a relva das praias.
Seria fácil amar em toda parte,
Pois os desertos não existiriam
E seus cristais de areia se dissolveriam
Como éter na água,
Para fazer-se aroma e perfumes.
As d’unas? Seriam d’águas,
E os homens fundiriam com os outros homens
Para sentir o prazer de ser o outro
Ou de ter o outro dentro de si
A fazerem-se tudo compressa de água quente.
Mas, tudo de água é tudo muito
Flácido, flexível, muito instável.
Onde estaria a fortaleza das plantas,
A rigidez das rochas e as posições firmes dos homens?
O mundo seria um éter no verbo do nada.
Seria melhor um mundo feito todo de ar.
Porque o igual que é importe,
E repito com maior firmeza e clareza,
O diferente é que desatam entre nós as brigas.
Tudo seria feito de ar!
O Mar desfaria em cinzas de vento
E tornados de emoções para
Fazer da relva da noite e orvalho
Das plantas, brisa e canção.
Não precisaríamos de estradas,
Não precisaríamos de roupas,
E de casas para trancafiarmos
A verdade que há entre quatro paredes.
Seriamos todos do mesmo pai,
Seriamos transparentes como devemos ser,
Seriamos ar,
E íamos ser voláteis, sensíveis,
E tudo seria melhor - pois no ar as
Mascaras não se sustentam por si,
E tudo ser ia ser infinito.
Ser-e- ar seriam,
O Sopro divino
O Hálito almejado,
O Vento soprado.
Não existiria o vácuo, não existiria a luz
Não existiria a cor que nos molda,
E a beleza que seduz.
E o mundo feito somente de ar
Seria tornado de erros.
Então deveria ser todo de terra.
Tudo seria feito de constante terra,
Tudo seria de areia,
E assim os seres humanos
Não chamariam humanos,
Mas sim sereias.
As d’unas? Continuariam d’unas e não d’águas,
E as geleiras, desaguariam em grãos da imortalidade.
O ar? Não existiria o ar, tudo seria constante e maciço,
Seria um bloco, seria um..., seria uma..., seria caixa fechada,
Ninguém se ver-ia.
Mas todos se trincariam muito fácil,
Quebrar-se-iam por vezes ou outra
E por qualquer coisa.
Atritariam conforme a música,
Conforme a fome
Conforme a sede,
Conforme com a vida que leva,
Conforme que somos, rochas e pedras.
E tudo seria uma extrema rigidez.
O mundo deveria mesmo então,
Era ser feito de puro fogo.
Tudo a se queimar pelos cantos,
Oxigênio a entrar em combustão,
Sabedoria eterna no ódio e no amor,
E cabeças em labaredas feitas
Em guilhotina de traição.
O combustível da paixão
Seria éter no ar para ser fogo na vida,
E tudo seria purificado.
As chamas seriam vida vivida,
E o presente, chamas passadas
Pela frente de nossas caras,
Por fora do corpo, e não por dentro de nós,
E viveríamos aquecidos somente
Pelo fogo eminente
Que emana da eterna
Consciência de ser.
Não existiriam queimadas pelas florestas,
Pois não precisaríamos de carvão
Para aquecermos os corpos na noite frívola da diversão.
Não existiria a distinção do branco, nem do preto
Nem do escuro como sou e nem do claro como são,
Apenas a cor da verdade de sermos
Essas chamas extintas em nós mesmos.
Mas com fogo, tudo passaria,
Nada seria permanentemente eterno.
Tudo seria eterna mudança, e as lembranças de minha
Juventude perdida em tempos de alegrias noturnas
Seria esquecimento.
De repente uma criança passou por mim a correr pela rua,
Não se deu muitos metros e
Seus joelhos foram de encontro a Terra.
A Água saiu pelos seus olhos,
O Ar se fez berros em arranjos
E o Fogo abrasou seu coração a procura da mãe.
Ela se aproximou da criança de Deus,
Abaixou-se e levantou-o todo inocente.
O fez um carinho todo maternal,
E naquele momento, pude ter certeza que
O mundo se fez em perfeita harmonia.
Tudo estava certo em seu fluxo.
O Ar, a tomar o seu lugar nos pulmões ofegantes,
A Água, em seus olhos em forma arco - íris,
O Fogo, em seu coração aquecido,
E a Terra, a fazer porto seguro no colo materno.
Tudo era eterno amor.
No mesmo instante, o raio do sol
Chicoteou as pétalas das rosas
E o pólen nutriu-se do eterno ar do dia,
Que agora se faz éter na vida.
Percebi que não era Deus que tinha errado,
Era eu, como homem que sou, errei no pensar.
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