de Cecílio Purcino
A cuia está pronta sobre o banco da praça.
Eu a olho e apego!
A água quente, derrama sobre a
Erva das lembranças
E a noite, está fria como
Nunca estivera antes.
Então levo a bomba à boca
Para dar o primeiro gole,
(para dar todos os goles)
A garganta se esquenta enquanto
O gosto amargo da erva invade o peito
E em silêncio o caração se exprime.
O casaco de linho ganhado, aquece os braços,
Aperta o corpo, aperta a alma.
Desejo inenarrável de engolir
O passado escaldado na boca
E de não travá-lo nos dentes.
A brisa fria bate no rosto e
A garganta se esquenta novamente
E então, eis que me vem uma simples pergunta:
Porque esse ar que bateu na minha cara foi tão frio?
(“há perguntas que não merece respostas, apenas sentirmos”)
Sentir-me frio? Jamais!
Ops! Agora foi a língua que queimou,
Com a água quente que aquece apenas
A garganta e nao mais o coração.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Um pequeno Beija Flor
de Cecílio Purcino
Na Europa, não diferente do meu Brasil,
Há cravos, rosas e muitas flores.
E essas, as flores, há de todas
As formas, gêneros e tamanhos.
De pétalas brancas, amarelas e rosadas
Com ver de olhos, azuis e castanhos.
(Mas sempre lisas)
Na Europa, não há tricoma nas flores
E seus corpos são feitos de carne.
Algumas são endêmicas da França
Outras da Itália e muitas são da Alemanha,
Mas uma coisa não há de se
Queixar e nem de ter dúvidas.
Todas são belas.
E por isso,
Todos os dias, com o passar do tempo,
Eu tenho me deparado cada vez mais
Com uma verdade irrefutável,
Como a pureza de um só diamante.
Eu tenho me transformado em
Um pequeno Beija flor.
Na Europa, não diferente do meu Brasil,
Há cravos, rosas e muitas flores.
E essas, as flores, há de todas
As formas, gêneros e tamanhos.
De pétalas brancas, amarelas e rosadas
Com ver de olhos, azuis e castanhos.
(Mas sempre lisas)
Na Europa, não há tricoma nas flores
E seus corpos são feitos de carne.
Algumas são endêmicas da França
Outras da Itália e muitas são da Alemanha,
Mas uma coisa não há de se
Queixar e nem de ter dúvidas.
Todas são belas.
E por isso,
Todos os dias, com o passar do tempo,
Eu tenho me deparado cada vez mais
Com uma verdade irrefutável,
Como a pureza de um só diamante.
Eu tenho me transformado em
Um pequeno Beija flor.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Parabéns Inês
de Cecílio Purcino
Azul, verde, amarelo, laranja.
Essas são as cores do arco-íris
Formado de balões no varal
Entre duas palmeiras.
As pessoas sentadas no gramado
Os salgados, os doces as bebidas,
Tudo isso era o que marcava,
Uma data,
Uma emoção,
Uma serenata.
Era dia de paz,
Não tinha chuvas em lágrimas
Nem desgosto em outono,
Eram apenas sorrisos em
Um dia comum de verão.
O sol lá em cima,
A música ao meio
E o gramado verde.
Era alguém ficando mais velho
Era a experiência se plantando na Terra.
Era dia de azul, era dia de ver,
Era dia de amarelo, era dia de nascer.
E no fundo do horizonte
Entre duas palmeiras
Estava escrito:
Parabéns Inês.
Azul, verde, amarelo, laranja.
Essas são as cores do arco-íris
Formado de balões no varal
Entre duas palmeiras.
As pessoas sentadas no gramado
Os salgados, os doces as bebidas,
Tudo isso era o que marcava,
Uma data,
Uma emoção,
Uma serenata.
Era dia de paz,
Não tinha chuvas em lágrimas
Nem desgosto em outono,
Eram apenas sorrisos em
Um dia comum de verão.
O sol lá em cima,
A música ao meio
E o gramado verde.
Era alguém ficando mais velho
Era a experiência se plantando na Terra.
Era dia de azul, era dia de ver,
Era dia de amarelo, era dia de nascer.
E no fundo do horizonte
Entre duas palmeiras
Estava escrito:
Parabéns Inês.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Uma garrafa vazia
De Cecílio Purcino
Uma rolha, "Muralhas de Monção"
Tampa a garrafa de vinho
Que esta sobre a mesa de jantar.
A garrafa, ali, imóvel sobre
A luz da lua, já não lhe cabe
Mais nada.
Nada mais.
Não tem sumo,
Não tem vinho,
Só sangue talvez.
Tudo já foi bebido, provado
E jogado fora...
Lá dentro da garrafa
apenas o ar,
Aquele mesmo daqui fora.
E lá dentro,aprisionado pela rolha
O ar briga
Com todas as forças da natureza.
Um dia, o tempo acabará com a rolha,
Acabará com o vidro, acabará com tudo,
E o ar que está lá dentro da garrafa se
Libertará tornado tufão
E soará livrimente pelo espaço que tanto busca.
Oh! E disso é que já me sabia,
Desdo do primeiro momento que comprei a garrafa,
Desde o primeiro momento que consumi o vinho e
Desde o momento que vi.
Que o ar estava sufocado
Dentro da garrafa tampada pela rolha
"Muralhas de Monção".
Uma rolha, "Muralhas de Monção"
Tampa a garrafa de vinho
Que esta sobre a mesa de jantar.
A garrafa, ali, imóvel sobre
A luz da lua, já não lhe cabe
Mais nada.
Nada mais.
Não tem sumo,
Não tem vinho,
Só sangue talvez.
Tudo já foi bebido, provado
E jogado fora...
Lá dentro da garrafa
apenas o ar,
Aquele mesmo daqui fora.
E lá dentro,aprisionado pela rolha
O ar briga
Com todas as forças da natureza.
Um dia, o tempo acabará com a rolha,
Acabará com o vidro, acabará com tudo,
E o ar que está lá dentro da garrafa se
Libertará tornado tufão
E soará livrimente pelo espaço que tanto busca.
Oh! E disso é que já me sabia,
Desdo do primeiro momento que comprei a garrafa,
Desde o primeiro momento que consumi o vinho e
Desde o momento que vi.
Que o ar estava sufocado
Dentro da garrafa tampada pela rolha
"Muralhas de Monção".
Vasto, rastro
De Cecílio Purcino
Levantei,
No banco ficou:
Meu vasto, meu rastro.
Caminhei, corri
cansei...
Agora chego em casa
E durmo.
É so fechar os olhos para o mundo.
Levantei,
No banco ficou:
Meu vasto, meu rastro.
Caminhei, corri
cansei...
Agora chego em casa
E durmo.
É so fechar os olhos para o mundo.
Tinta pobre
De Cecílio Purcino
Acho que por hoje é só!
Dessa caneta não sai mais nada.
Nem letras, nem sílabas, nem palavras,
Nem frases, nem orações.
Nem versos, nem estrofes, parágrafos
Nem canções.
Não sai mais nada,
Apenas a vontade de querer expressar
Algo que ainda a tinta não consegue
Escrever no papel.
Acho que por hoje é só!
Dessa caneta não sai mais nada.
Nem letras, nem sílabas, nem palavras,
Nem frases, nem orações.
Nem versos, nem estrofes, parágrafos
Nem canções.
Não sai mais nada,
Apenas a vontade de querer expressar
Algo que ainda a tinta não consegue
Escrever no papel.
O outro lado bom
De Cecílio Purcino
adaptação de uma frase já vista
Existe dois lado!
O lado Bom e o outro lado.
Que lado é esse? O filho pergunta pra mãe.
O lado BOM e o lado MOB!
O menino fica com a cabeça
A ver sinais de interrogação.
A mãe percebe e retruca:
Qualquer lado que escolher será
uma boa escolha.
Dependerá de como você vê as coisas.
adaptação de uma frase já vista
Existe dois lado!
O lado Bom e o outro lado.
Que lado é esse? O filho pergunta pra mãe.
O lado BOM e o lado MOB!
O menino fica com a cabeça
A ver sinais de interrogação.
A mãe percebe e retruca:
Qualquer lado que escolher será
uma boa escolha.
Dependerá de como você vê as coisas.
Noite longa
De Cecílio Purcino
Daqui meus olhos veêm:
Dois homens se beijando,
Uma mulher pedindo esmolas
E um casal caminhando.
O que mais meus olhos veêm?
Depois disso, somente
Um céu sem estrelas
E as lágrimas no chão.
Daqui meus olhos veêm:
Dois homens se beijando,
Uma mulher pedindo esmolas
E um casal caminhando.
O que mais meus olhos veêm?
Depois disso, somente
Um céu sem estrelas
E as lágrimas no chão.
Poema borrado
De Cecílio Purcino
Hoje chorei!
Chorei feito menino carente,
Sem papel noel e sem presente.
Sentei no banco da praça de Lisboa
E chorei!
Chorei; chorei; chorei
Chorei, Mas chorei
Tanto,tanto, tanto,
Que as lágrimas acabaram
Manchando as letras desse poema.
Agora! terei que fazer outro.
Hoje chorei!
Chorei feito menino carente,
Sem papel noel e sem presente.
Sentei no banco da praça de Lisboa
E chorei!
Chorei; chorei; chorei
Chorei, Mas chorei
Tanto,tanto, tanto,
Que as lágrimas acabaram
Manchando as letras desse poema.
Agora! terei que fazer outro.
Dias normais
de Cecílio Purcino
Me lembro de ter passado
Por essa rua esses dias.
Tudo estava como esta agora,
Calmo como uma lembrança.
As pessoas nas ruas,
Crianças correndo,
E os idosos a reclamar
Do irreclamável.
Nos bancos,
Beijos soltavam seus estalos,
Nos gramados,
O violão acompanhava os jovens.
Éh! pelo que vejo, aqui em Portugal
todo dia é assim:
Tudo muito tranquilo e sereno.
Menos o meu coração abrazado
pela saudade dos ares
que no Brasil deixei.
Arrebenta pulmão de carne osso
Que não quer parar de respirar.
Me lembro de ter passado
Por essa rua esses dias.
Tudo estava como esta agora,
Calmo como uma lembrança.
As pessoas nas ruas,
Crianças correndo,
E os idosos a reclamar
Do irreclamável.
Nos bancos,
Beijos soltavam seus estalos,
Nos gramados,
O violão acompanhava os jovens.
Éh! pelo que vejo, aqui em Portugal
todo dia é assim:
Tudo muito tranquilo e sereno.
Menos o meu coração abrazado
pela saudade dos ares
que no Brasil deixei.
Arrebenta pulmão de carne osso
Que não quer parar de respirar.
A ação do verbo
de Cecílio Purcino
Ontem passei por essa praça
e estava sem palavras na boca,
nos olhos e nos ouvidos.
Apenas na ponta da pena e
no verso do papel.
Hoje, elas saltaram dos olhos,
Passaram pelos ouvidos
E sairam pela boca.
Era a vontade de verbalizar a ação:
Te quero, Te quero, Te quero
Ontem passei por essa praça
e estava sem palavras na boca,
nos olhos e nos ouvidos.
Apenas na ponta da pena e
no verso do papel.
Hoje, elas saltaram dos olhos,
Passaram pelos ouvidos
E sairam pela boca.
Era a vontade de verbalizar a ação:
Te quero, Te quero, Te quero
A distração da noite
de Cecílio Purcino
A bola quica, quica a bola
E a bola quica.
E sem perceber , ela passa
Pra lá e pra cá a quatro pés,
E ao longe,junto a bola
Meu olhar compenetrado,
Lá no fundo no horizonte escuro
Da praça,percebe apenas isto.
Três rapazes, um é o bobo,
E no chão, a bola que quica,
Rola e quica, por debaixo dos
Olhos do mundo.
A bola quica, quica a bola
E a bola quica.
E sem perceber , ela passa
Pra lá e pra cá a quatro pés,
E ao longe,junto a bola
Meu olhar compenetrado,
Lá no fundo no horizonte escuro
Da praça,percebe apenas isto.
Três rapazes, um é o bobo,
E no chão, a bola que quica,
Rola e quica, por debaixo dos
Olhos do mundo.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Morte em vida
de Cecílio Purcino
Há tempos atrás eu era doente e não me sabia,
Era meu coração que tinha pouca alegria.
Os ossos? Esses já não me cabiam,
Já não resistiam nem mesmo aos cálcios que lhes faltavam.
O fígado? Já não era mais como Prometeu.
O pâncreas? Estava completamente básico,
Os pulmões não tinham mais por quem respirar
E o cérebro já não tinha nem mais uma lembrança sequer.
Tudo já estava em plena morte.
Primeiro, veio o cansaço dessa vida cotidiana,
Depois o êxtase imprevisível do prazer e das loucuras
E depois a falta de ar nos pulmões
E o horror de não poder mais respirar.
Essa era a parte que mais me doía,
Não ter por quem respirar.
Sem ti? Nada senti.
Nem percebi quando os órgãos
Pararam de funcionar
E o coração virou pedra,
Barro ou cinza talvez,
E parou de bater.
Fiquei morto em vida,
Zumbi.
Ia aos bares para viver e mais nada.
E levava para casa o pouco ar que sobrava,
Preso no cérebro e nos brônquios.
E com isso, tentava eu ser feliz,
Mas o coração, esse me faltava.
Há muito tempo atrás eu fora doente e não me sabia.
Não sei se era câncer, tuberculose ou rinite, não sei,
Mas há muito tempo fiquei doente e não sabia.
Os sintomas me davam agonia.
Era falta de ar e dores nas costas
De levar meu passado amarrado nos pulsos.
Eram dores nas pernas de carregar meus despojos
E febre alta para com os corpos alheios.
E essas únicas lembranças eram
O único ar que me sobrava,
Como fumaça saindo do tabaco,
E pondo manchas na parede.
Mas hoje, algo me faz bem
E me sinto melhor,
Veio como morfina na veia
E calcificante nos ossos,
Amoleceu meu coração outra vez
E o deixou virar um só diamante.
Fez com que meus pulmões tivessem
O ar necessário para que eu voltasse a
Respirar tranqüilo e em silêncio,
Como criança dormindo ao fim da tarde
Meus órgãos voltaram a trabalhar
E o meu cérebro a fixar as lembranças,
E tais lembranças que para mim é tudo.
Hoje, eu as vivo com uma nitidez que serra os meus olhos,
Eu as vejo com o coração e as respiro com o peito,
Para que eu não esqueça os
Momentos em que vivemos juntos.
E depois de ter passado tanto tempo doente,
Parado, estático nessa minha
Cotidiana vida de aventureiro,
Sei o quanto é bom ter você
A passar pelos pulmões,
Percorrendo o miocárdio
E parando no hipocampo de
Minhas memórias.
E esse ar de que tanto falo e respiro,
São as minhas lembranças que tenho por ti,
Latejando nas minhas têmporas.
Esse ar veio do Sul e ao mesmo tempo em
Que me sinto aquecido por ele,
Me fazendo dormir em teus braços,
Ele me parece frio e racional.
E talvez por eu ter ficado tão doente
Há tanto tempo, essa foi a virtude
Que devo já ter me esquecido.
Já não me cabe mais a razão no corpo nem na alma,
Já não me cabe a razão nas palavras,
Já não me cabe a razão em mais ninguém
E mais nada,
Apenas vivo,
O mais intensamente,
O mais fervoroso possível,
Tentando fazer com que todo esse frio ar
Me aqueça os pulmões e
Me faça esquecer que um dia
Eu quase morrera.
Há tempos atrás eu era doente e não me sabia,
Era meu coração que tinha pouca alegria.
Os ossos? Esses já não me cabiam,
Já não resistiam nem mesmo aos cálcios que lhes faltavam.
O fígado? Já não era mais como Prometeu.
O pâncreas? Estava completamente básico,
Os pulmões não tinham mais por quem respirar
E o cérebro já não tinha nem mais uma lembrança sequer.
Tudo já estava em plena morte.
Primeiro, veio o cansaço dessa vida cotidiana,
Depois o êxtase imprevisível do prazer e das loucuras
E depois a falta de ar nos pulmões
E o horror de não poder mais respirar.
Essa era a parte que mais me doía,
Não ter por quem respirar.
Sem ti? Nada senti.
Nem percebi quando os órgãos
Pararam de funcionar
E o coração virou pedra,
Barro ou cinza talvez,
E parou de bater.
Fiquei morto em vida,
Zumbi.
Ia aos bares para viver e mais nada.
E levava para casa o pouco ar que sobrava,
Preso no cérebro e nos brônquios.
E com isso, tentava eu ser feliz,
Mas o coração, esse me faltava.
Há muito tempo atrás eu fora doente e não me sabia.
Não sei se era câncer, tuberculose ou rinite, não sei,
Mas há muito tempo fiquei doente e não sabia.
Os sintomas me davam agonia.
Era falta de ar e dores nas costas
De levar meu passado amarrado nos pulsos.
Eram dores nas pernas de carregar meus despojos
E febre alta para com os corpos alheios.
E essas únicas lembranças eram
O único ar que me sobrava,
Como fumaça saindo do tabaco,
E pondo manchas na parede.
Mas hoje, algo me faz bem
E me sinto melhor,
Veio como morfina na veia
E calcificante nos ossos,
Amoleceu meu coração outra vez
E o deixou virar um só diamante.
Fez com que meus pulmões tivessem
O ar necessário para que eu voltasse a
Respirar tranqüilo e em silêncio,
Como criança dormindo ao fim da tarde
Meus órgãos voltaram a trabalhar
E o meu cérebro a fixar as lembranças,
E tais lembranças que para mim é tudo.
Hoje, eu as vivo com uma nitidez que serra os meus olhos,
Eu as vejo com o coração e as respiro com o peito,
Para que eu não esqueça os
Momentos em que vivemos juntos.
E depois de ter passado tanto tempo doente,
Parado, estático nessa minha
Cotidiana vida de aventureiro,
Sei o quanto é bom ter você
A passar pelos pulmões,
Percorrendo o miocárdio
E parando no hipocampo de
Minhas memórias.
E esse ar de que tanto falo e respiro,
São as minhas lembranças que tenho por ti,
Latejando nas minhas têmporas.
Esse ar veio do Sul e ao mesmo tempo em
Que me sinto aquecido por ele,
Me fazendo dormir em teus braços,
Ele me parece frio e racional.
E talvez por eu ter ficado tão doente
Há tanto tempo, essa foi a virtude
Que devo já ter me esquecido.
Já não me cabe mais a razão no corpo nem na alma,
Já não me cabe a razão nas palavras,
Já não me cabe a razão em mais ninguém
E mais nada,
Apenas vivo,
O mais intensamente,
O mais fervoroso possível,
Tentando fazer com que todo esse frio ar
Me aqueça os pulmões e
Me faça esquecer que um dia
Eu quase morrera.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Olhar frio
de Cecílio Purcino
Hoje pela manhã,
Ao acordar,
Pensei em você.
Pensei em você como a um jardim,
Com flores de todos os tons a embelezar o solo,
Tal solo vermelho e fértil como os meus pensamentos,
Com um gramado todo brando e suave,
E com rosas vermelhas em volta,
Distribuídas pelos canteiros pérfidos e nulos,
A seduzir os olhos palpitantes e as mentes caiadas.
Hoje pensei em você!
E pesei em você, com um sorriso crepuscular,
Como sempre foi e sempre será,
E com os olhos a olhar na direção do horizonte
Com as mãos na cabeça a se
Preocupar com o entardecer da idade,
E a pensar sobre a vida, no passado, no futuro,
E no presente que somos um para o outro.
E pensei em você logo hoje pela manhã,
Da mesma maneira que se pensa em um céu estralado,
Cheio de estrelas e nebulosas a ladrilhar um caminho
Ou a um sorriso talvez,
Ou a um guerreiro na lua, a acompanhá-la na
Interminável disputa com o sol
Pelas manhas extasiadas.
Eu pensei em você...
E agora, ao fim da tarde
Depois de ter te encontrado
No horário combinado,
E que ficou em mim marcado,
Voltei a pensar em você.
E dessa vez,
Não como o resplandecer do sol a pegar-se nas têmporas
Ou nos braços, nas pernas e nos corpos tramados
Aquecendo os nossos corações,
Mas com um olhar frio e cinzento
Vindo de uma enorme frigidez
A tocar minhas mãos.
E por termos um dia as entrelaçado,
Mesmo que tenha sido apenas por um momento sequer,
Entre os cumprimentos e as saudações,
É a razão pela qual contive minhas lágrimas.
E mesmo assim, ainda não sabendo
O porquê de tudo,
Penso no que poderia ter sido,
E entendo que talvez,
Os meus maiores segredos
Tenham destruído a nossa melhor relação,
Aquela de nos olharmos e sorrir.
Dentro do meu coração arrumo os meus destroços,
Eu choro, sobre a sua imagem que brota e me consome.
Hoje pela manhã,
Ao acordar,
Pensei em você.
Pensei em você como a um jardim,
Com flores de todos os tons a embelezar o solo,
Tal solo vermelho e fértil como os meus pensamentos,
Com um gramado todo brando e suave,
E com rosas vermelhas em volta,
Distribuídas pelos canteiros pérfidos e nulos,
A seduzir os olhos palpitantes e as mentes caiadas.
Hoje pensei em você!
E pesei em você, com um sorriso crepuscular,
Como sempre foi e sempre será,
E com os olhos a olhar na direção do horizonte
Com as mãos na cabeça a se
Preocupar com o entardecer da idade,
E a pensar sobre a vida, no passado, no futuro,
E no presente que somos um para o outro.
E pensei em você logo hoje pela manhã,
Da mesma maneira que se pensa em um céu estralado,
Cheio de estrelas e nebulosas a ladrilhar um caminho
Ou a um sorriso talvez,
Ou a um guerreiro na lua, a acompanhá-la na
Interminável disputa com o sol
Pelas manhas extasiadas.
Eu pensei em você...
E agora, ao fim da tarde
Depois de ter te encontrado
No horário combinado,
E que ficou em mim marcado,
Voltei a pensar em você.
E dessa vez,
Não como o resplandecer do sol a pegar-se nas têmporas
Ou nos braços, nas pernas e nos corpos tramados
Aquecendo os nossos corações,
Mas com um olhar frio e cinzento
Vindo de uma enorme frigidez
A tocar minhas mãos.
E por termos um dia as entrelaçado,
Mesmo que tenha sido apenas por um momento sequer,
Entre os cumprimentos e as saudações,
É a razão pela qual contive minhas lágrimas.
E mesmo assim, ainda não sabendo
O porquê de tudo,
Penso no que poderia ter sido,
E entendo que talvez,
Os meus maiores segredos
Tenham destruído a nossa melhor relação,
Aquela de nos olharmos e sorrir.
Dentro do meu coração arrumo os meus destroços,
Eu choro, sobre a sua imagem que brota e me consome.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Flores, cravos, rosas e espinhos
de Cecílio Purcino
Nem tudo são rosas em meu jardim,
Sempre há alguns cravos esquecidos pelo campo
Quando estou apenas a conversar de flores.
E só os percebo, quando entro no gramado
E passo as mãos pelas ervas
E me firo com os corpos que
Entram na palma da minha vida
E vejo o tamanho dos espinhos
Que há dentro da beleza.
É nesse momento que as flores
Murcham e perdem sua inocência,
Assim como eu, refletindo o tempo perdido
Ao longo da forte chuva que deságua em meu coração.
Nem tudo são rosas em meu jardim,
Sempre há alguns cravos esquecidos pelo campo
Quando estou apenas a conversar de flores.
E só os percebo, quando entro no gramado
E passo as mãos pelas ervas
E me firo com os corpos que
Entram na palma da minha vida
E vejo o tamanho dos espinhos
Que há dentro da beleza.
É nesse momento que as flores
Murcham e perdem sua inocência,
Assim como eu, refletindo o tempo perdido
Ao longo da forte chuva que deságua em meu coração.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Veja-me
de Cecílio Purcino
Minha vida é algo que tenho de mais natural
E que não compartilho com ninguém!
Se há alguém para compartilhar, não o faço,
Se há alguém para conversar, não converso.
Assim o dizem por ai.
Mas se não a divido,
Não é porque eu quero que seja assim,
São as pessoas que não dividem comigo
A beleza da naturalidade do ser
Diferente, conspícuo, distinto e notável que somos.
Existe algo mais belo e mais puro que
Ver os acontecimentos da vida como
Tudo o que é de mais natural?
Ainda mais quando a vida é do outro e não a minha.
E é por isso, que eu acho que errei a estrada do céu,
Perdi- me pelo caminho do amor.
E se os vejo, apenas os comprimento,
E há quem diz que esse é o caminho mais curto.
Mas até a estrada terminar na porta do casebre,
Ainda faltam muitas pedras pelo caminho.
Mas com pedras ou sem pedras eu as com partilho.
Mas como eu disse e reforço!
Não tenho nada a esconder
E nada a temer,
São as pessoas que têm muito
O que me enxergar.
Eu compartilharei contigo
O que ver de em mim
E cinzas na pele
E vermelho nos dentes
E se não quiseres ver
Nunca compartilhará nada,
Pois compartilhar vem de como
Partir o pão que há sempre de bom
Em todos nós.
Então só partirei o pão contigo se deixares
A faca passar na garganta,
Se perderes o medo de ver-me,
Se deixares a mordida descer-te,
Se quiseres comer o pão que o diabo amassou,
Pois com ele vem sempre a fúria e o desejo
E é tudo que está dentro de mim.
Portanto, abra-me o pão, passe a manteiga
E me coma, para sentir meu passado dentro de ti.
E se não gostares do gosto,
É porque talvez para ti faltasse algum tempero,
Ou talvez passasse na pimenta do reino que é dos céus,
Ou ainda talvez porque sentisse sabor de vida insossa,
Sem anseio, sem sal e açúcar,
Sem aspiração e sem nada.
Apenas o gosto de manteiga nos dentes.
Engula-me! Engula-me a frio
E encare o que eu sou
E seja quem tu és!
Não me espere para ditar seus desejos e
Nem para que eu te fale
O que deves fazer da minha vida -
Pois é coisa que você acha que é sua.
A minha vida, você acha que é sua.
E mais nada!
Mas acha porque sempre a procura
Pelos cantos, pelos becos, pelas bocas.
Se parasse de procurar,
Talvez encontrasse a sua própria vida,
Calada, morta, moída,
Quase que perdendo o sal e o gosto.
Se queres compartilhar minha vida,
Venha ser eu mesmo
Nos alicerces dos corpos,
Na mobilidade dos átomos,
Na essência do ser,
Nos desabafos e nas dores,
Na luz e na escuridão,
Nessa grande estrada tortuosa da vida.
Minha vida é algo que tenho de mais natural
E que não compartilho com ninguém!
Se há alguém para compartilhar, não o faço,
Se há alguém para conversar, não converso.
Assim o dizem por ai.
Mas se não a divido,
Não é porque eu quero que seja assim,
São as pessoas que não dividem comigo
A beleza da naturalidade do ser
Diferente, conspícuo, distinto e notável que somos.
Existe algo mais belo e mais puro que
Ver os acontecimentos da vida como
Tudo o que é de mais natural?
Ainda mais quando a vida é do outro e não a minha.
E é por isso, que eu acho que errei a estrada do céu,
Perdi- me pelo caminho do amor.
E se os vejo, apenas os comprimento,
E há quem diz que esse é o caminho mais curto.
Mas até a estrada terminar na porta do casebre,
Ainda faltam muitas pedras pelo caminho.
Mas com pedras ou sem pedras eu as com partilho.
Mas como eu disse e reforço!
Não tenho nada a esconder
E nada a temer,
São as pessoas que têm muito
O que me enxergar.
Eu compartilharei contigo
O que ver de em mim
E cinzas na pele
E vermelho nos dentes
E se não quiseres ver
Nunca compartilhará nada,
Pois compartilhar vem de como
Partir o pão que há sempre de bom
Em todos nós.
Então só partirei o pão contigo se deixares
A faca passar na garganta,
Se perderes o medo de ver-me,
Se deixares a mordida descer-te,
Se quiseres comer o pão que o diabo amassou,
Pois com ele vem sempre a fúria e o desejo
E é tudo que está dentro de mim.
Portanto, abra-me o pão, passe a manteiga
E me coma, para sentir meu passado dentro de ti.
E se não gostares do gosto,
É porque talvez para ti faltasse algum tempero,
Ou talvez passasse na pimenta do reino que é dos céus,
Ou ainda talvez porque sentisse sabor de vida insossa,
Sem anseio, sem sal e açúcar,
Sem aspiração e sem nada.
Apenas o gosto de manteiga nos dentes.
Engula-me! Engula-me a frio
E encare o que eu sou
E seja quem tu és!
Não me espere para ditar seus desejos e
Nem para que eu te fale
O que deves fazer da minha vida -
Pois é coisa que você acha que é sua.
A minha vida, você acha que é sua.
E mais nada!
Mas acha porque sempre a procura
Pelos cantos, pelos becos, pelas bocas.
Se parasse de procurar,
Talvez encontrasse a sua própria vida,
Calada, morta, moída,
Quase que perdendo o sal e o gosto.
Se queres compartilhar minha vida,
Venha ser eu mesmo
Nos alicerces dos corpos,
Na mobilidade dos átomos,
Na essência do ser,
Nos desabafos e nas dores,
Na luz e na escuridão,
Nessa grande estrada tortuosa da vida.
sábado, 12 de junho de 2010
Na morada dos dias
de Cecílio Purcino
O que mais posso esperar de um dia que é dia
Apenas para os outros e nada para mim?
De fato, esse dia só não é nada para mim
Porque não tenho com quem dividi-lo,
Ou melhor, tenho e não quero,
Quero e não tenho.
Na verdade, não tenho
E sou eu que sempre quero me tapear,
Como tapioca no fogo, dizendo que estou bem,
E se tá pior é por que
Eu deixei que fossem.
E se não tenho alguém, é porque mereci.
Não é tão fácil ser assim como eu,
Dia após dia, ano após ano e nada de novo.
Devo ter jogado pedra na cruz e água nos santos,
Devo ter sido aquele que a vida não elegeu,
Devo ser aquele que ninguém escolheu,
Mas fui aquele que sempre escolhi.
E é porque eu escolhi que estou sempre assim,
Sem ninguém para entregar o presente,
Sem ninguém para falar do passado
Sem ninguém para ter um futuro,
E ninguém para comemorar
A páscoa, o natal, os aniversários e
O dia dos namorados.
Hoje estou me sentindo assim, solitário aos milhares,
Sozinho aos prantos e fadado a serpentes,
Pois me passo apenas na cabeça dos outros e
É o que apenas faço.
Ser algo que esta apenas na cabeça dos outros!
E verdade e sem mito,
Se não é assim e não menos assim,
Então me diga!
Por que ninguém tem olhos para mim?
Me diga, então!
Por que tudo passa e sempre passa,
Nada mais que a intenção?
O porquê...
Bom, hoje já faz dias que não tenho dias,
Já faz anos que não sou namorado,
Já faz décadas que não sou aceso,
Já se fez eterno,
Que sou uma tocha fria na concha vazia do amor.
O que mais posso esperar de um dia que é dia
Apenas para os outros e nada para mim?
De fato, esse dia só não é nada para mim
Porque não tenho com quem dividi-lo,
Ou melhor, tenho e não quero,
Quero e não tenho.
Na verdade, não tenho
E sou eu que sempre quero me tapear,
Como tapioca no fogo, dizendo que estou bem,
E se tá pior é por que
Eu deixei que fossem.
E se não tenho alguém, é porque mereci.
Não é tão fácil ser assim como eu,
Dia após dia, ano após ano e nada de novo.
Devo ter jogado pedra na cruz e água nos santos,
Devo ter sido aquele que a vida não elegeu,
Devo ser aquele que ninguém escolheu,
Mas fui aquele que sempre escolhi.
E é porque eu escolhi que estou sempre assim,
Sem ninguém para entregar o presente,
Sem ninguém para falar do passado
Sem ninguém para ter um futuro,
E ninguém para comemorar
A páscoa, o natal, os aniversários e
O dia dos namorados.
Hoje estou me sentindo assim, solitário aos milhares,
Sozinho aos prantos e fadado a serpentes,
Pois me passo apenas na cabeça dos outros e
É o que apenas faço.
Ser algo que esta apenas na cabeça dos outros!
E verdade e sem mito,
Se não é assim e não menos assim,
Então me diga!
Por que ninguém tem olhos para mim?
Me diga, então!
Por que tudo passa e sempre passa,
Nada mais que a intenção?
O porquê...
Bom, hoje já faz dias que não tenho dias,
Já faz anos que não sou namorado,
Já faz décadas que não sou aceso,
Já se fez eterno,
Que sou uma tocha fria na concha vazia do amor.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Que tristeza é essa?
de Cecílio Purcino
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus olhos a entrar em mim
Com tua chegada ao recinto,
Nem a falta de suas mãos factícias
A entrelaçarem às minhas,
E nem de tua boca a ditar os meus deveres do dia.
É o teu desejo íntimo, que é diferente do meu e
Que nos afasta pouco a pouco.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus lábios em minha boca,
Nem de teus braços em meu corpo e
Nem de tua língua em meu pescoço.
É a vida, que escolheu as pessoas a quem devo amar.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta de teu sussurro no pé do ouvido,
Nem de teu humor que me compraz ao fim do dia
E nem de teus dedos que não me transformam em harpa e lira.
É a razão, que sempre me segura para não me perder
Diante de ti.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta da sua presença que acontece por vezes ou outras,
Nem dos encontros rápidos e repentinos e
Nem de suas dúvidas que me ensinam
A falar de coisas que só outros sabem lá fora.
É porque ouvi hoje você listar seus amores
E o meu nome não estava entre eles.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos cabelos que não tenho,
Nem de teu belo corpo intocável,
Nem de teus belos olhos a me olharem de
Mancinho pelo reflexo do espelho e
Nem de teu sorriso a me pedir conselhos.
É o medo, de queimar essa linha
Que nos une e que nos molda.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?Ah! Que tristeza é essa?
Não é a falta das tuas brincadeiras durante o dia,
Nem do gelo que tu me dá para por em águas quentes e
Nem da despedida com teu adeus no fim de
Uma longa tarde de exercícios.
É a dor, da vontade de saber
Se ao menos sequer te terei por um dia.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus olhos a entrar em mim
Com tua chegada ao recinto,
Nem a falta de suas mãos factícias
A entrelaçarem às minhas,
E nem de tua boca a ditar os meus deveres do dia.
É o teu desejo íntimo, que é diferente do meu e
Que nos afasta pouco a pouco.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos teus lábios em minha boca,
Nem de teus braços em meu corpo e
Nem de tua língua em meu pescoço.
É a vida, que escolheu as pessoas a quem devo amar.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta de teu sussurro no pé do ouvido,
Nem de teu humor que me compraz ao fim do dia
E nem de teus dedos que não me transformam em harpa e lira.
É a razão, que sempre me segura para não me perder
Diante de ti.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta da sua presença que acontece por vezes ou outras,
Nem dos encontros rápidos e repentinos e
Nem de suas dúvidas que me ensinam
A falar de coisas que só outros sabem lá fora.
É porque ouvi hoje você listar seus amores
E o meu nome não estava entre eles.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?
Não é a falta dos cabelos que não tenho,
Nem de teu belo corpo intocável,
Nem de teus belos olhos a me olharem de
Mancinho pelo reflexo do espelho e
Nem de teu sorriso a me pedir conselhos.
É o medo, de queimar essa linha
Que nos une e que nos molda.
Que tristeza é essa no meu coração que não para?Ah! Que tristeza é essa?
Não é a falta das tuas brincadeiras durante o dia,
Nem do gelo que tu me dá para por em águas quentes e
Nem da despedida com teu adeus no fim de
Uma longa tarde de exercícios.
É a dor, da vontade de saber
Se ao menos sequer te terei por um dia.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Casados, separados, mas unidos
Poema feito a dois de
Cecílio Purcino e Rui Cortes
O amor impossível, entre um homem mais velho e uma garota menor de idade
Eu acho que casaremos juntos,
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Talvez nos casemos.
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados.
Sim, sempre me arrependi de ter te deixado passar
Como o rio que sempre passa, passa e passa
E de nunca ter aceitado o sabor da carne que tanto amo,
Os delírios constantes que tanto tenho,
E a beleza que tanto me atrai
E que dá movimento de mais aos corpos.
De repente nem me conheço mais,
O espelho que outrora refletia uma face jovem
Agora soletra um homem de algumas primaveras
Pouco feliz, muito feliz, amado, odiado
Contraditório em mim e nos outros.
Insisto no amor
Porque acredito nos lábios que me tocam,
Me deliram,
Me fascinam,
Mas eu te reconheço, por fatos existentes,
Pelas águas correntes,
Que passava por ti
E que agora deságua na primavera que tu és,
E é porque você é primavera hoje
Que eu sou outono sempre,
Para nos completarmos pelos anos
Para sermos todas as estações,
Para sermos frios no verão
E quentes no inverno,
E sermos aquilo que nos uni nesse dia inóspito
E distante que estamos um do outro.
Ainda queres meu beijo?
Ainda quer meu fogo?
Por que me indagas maldito amor?
Não percebe que o passado
Destrói, corrói e me machuca
Deixe-me voar, deixe-me ir
Liberta-me de tua sombra
Preciso partir....
Parta ti, não tenha medo e costume da vida,
Não tenha vida pelo medo de viver,
Não tenha medo de me perder.
Se te queres partir. Então parta ti
Em duas partes se possível,
Mas deixe uma delas para me completar no final
De minha vida, pois se formos nos casar,
Que eu tenha pelo menos a metade do
Seu beijo para levar com a morte .
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados...
Fique com minha outra parte, minha outra metade,
Fique também com meu silêncio
Que eternamente gritará de amor
Nas entranhas da Terra.
Amo-te como nunca amei ninguém,
Desfaleço-me, esqueço de mim e do tempo...
Deixo contigo um beijo, uma lágrima e um murmúrio de Adeus...
Eh, eu acho que casaremos juntos
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Eu com a sua metade e você dormindo.
Cecílio Purcino e Rui Cortes
O amor impossível, entre um homem mais velho e uma garota menor de idade
Eu acho que casaremos juntos,
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Talvez nos casemos.
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados.
Sim, sempre me arrependi de ter te deixado passar
Como o rio que sempre passa, passa e passa
E de nunca ter aceitado o sabor da carne que tanto amo,
Os delírios constantes que tanto tenho,
E a beleza que tanto me atrai
E que dá movimento de mais aos corpos.
De repente nem me conheço mais,
O espelho que outrora refletia uma face jovem
Agora soletra um homem de algumas primaveras
Pouco feliz, muito feliz, amado, odiado
Contraditório em mim e nos outros.
Insisto no amor
Porque acredito nos lábios que me tocam,
Me deliram,
Me fascinam,
Mas eu te reconheço, por fatos existentes,
Pelas águas correntes,
Que passava por ti
E que agora deságua na primavera que tu és,
E é porque você é primavera hoje
Que eu sou outono sempre,
Para nos completarmos pelos anos
Para sermos todas as estações,
Para sermos frios no verão
E quentes no inverno,
E sermos aquilo que nos uni nesse dia inóspito
E distante que estamos um do outro.
Ainda queres meu beijo?
Ainda quer meu fogo?
Por que me indagas maldito amor?
Não percebe que o passado
Destrói, corrói e me machuca
Deixe-me voar, deixe-me ir
Liberta-me de tua sombra
Preciso partir....
Parta ti, não tenha medo e costume da vida,
Não tenha vida pelo medo de viver,
Não tenha medo de me perder.
Se te queres partir. Então parta ti
Em duas partes se possível,
Mas deixe uma delas para me completar no final
De minha vida, pois se formos nos casar,
Que eu tenha pelo menos a metade do
Seu beijo para levar com a morte .
Cabelos brancos,
Corpo pouco esguio,
Pouca força,
Mas casados...
Fique com minha outra parte, minha outra metade,
Fique também com meu silêncio
Que eternamente gritará de amor
Nas entranhas da Terra.
Amo-te como nunca amei ninguém,
Desfaleço-me, esqueço de mim e do tempo...
Deixo contigo um beijo, uma lágrima e um murmúrio de Adeus...
Eh, eu acho que casaremos juntos
Talvez unidos,
Talvez juntos e unidos,
Eu com a sua metade e você dormindo.
domingo, 23 de maio de 2010
Formula poética
de Cecílio Purcino
O poema é a expressão matemática
Mais bela que já vi em toda minha vida.
Com ele podemos somar amores, subtrair rancores,
Multiplicar amizades e dividir felicidades.
Podemos montar a inércia de nossa vida estática,
Calcular a força centrípeta que age dentro de nós,
Acharmos as coordenadas da reta que devemos
Seguir na vida e na morte, contudo após a morte,
E multiplicarmos as juras de amor e promessas compostas.
Ele é o desconto não contado de uma vida não falada,
É a taxa equivalente de nós que desatam em
Funções modulares do ser imutável de
Áreas e volumes constantes que somos.
É o produto notável de uma relação
Métrica entre dois amores.
É a teoria de todos os conjuntos e todos os rancores,
É a lei de ação e reação,
A força normal da mais
Normal força atraente dos corpos.
São as leis de Newton se expressando
De várias maneiras do momento.
O poema,
É o triangulo amoroso entre a, b e c,
O anseio de uma hipotenusa,
A somatória de alguns catetos,
O multiplicar de nossos dedos
E o entrelaçar de nossas mãos.
É a visão exponencial de cada sentimento,
A relação entre corpos,
A razão entre o desejo e a vontade,
A álgebra momentânea de todos demonstrados
Nas mais raras expressões geométricas.
É quando fatoramos os limites do
Nosso consciente ciente de tudo que
Há entre nós e retalhos
E derivamos nossos problemas até dar zero.
É a matriz quadrada de inúmeros desejos,
Equações do primeiro, segundo,
Terceiro grau até aos quarenta de febre,
Fogo de viver, de se expressar em forma
Mitológica através dos cálculos cartesianos.
É o binômio afetuoso de Newton e Beatriz, Tales e Pitágoras
É Bhaskara, regra de três, de dois
E até de um pensar mais simples.
É vida somada,
É a fúria multiplicada,
É dúvida dividida,
É Amor no quociente,
É a grande esfera da vida dimensionada
Em uma escala de tempo sem fim.
O poema é a expressão matemática
Mais bela que já vi em toda minha vida.
Com ele podemos somar amores, subtrair rancores,
Multiplicar amizades e dividir felicidades.
Podemos montar a inércia de nossa vida estática,
Calcular a força centrípeta que age dentro de nós,
Acharmos as coordenadas da reta que devemos
Seguir na vida e na morte, contudo após a morte,
E multiplicarmos as juras de amor e promessas compostas.
Ele é o desconto não contado de uma vida não falada,
É a taxa equivalente de nós que desatam em
Funções modulares do ser imutável de
Áreas e volumes constantes que somos.
É o produto notável de uma relação
Métrica entre dois amores.
É a teoria de todos os conjuntos e todos os rancores,
É a lei de ação e reação,
A força normal da mais
Normal força atraente dos corpos.
São as leis de Newton se expressando
De várias maneiras do momento.
O poema,
É o triangulo amoroso entre a, b e c,
O anseio de uma hipotenusa,
A somatória de alguns catetos,
O multiplicar de nossos dedos
E o entrelaçar de nossas mãos.
É a visão exponencial de cada sentimento,
A relação entre corpos,
A razão entre o desejo e a vontade,
A álgebra momentânea de todos demonstrados
Nas mais raras expressões geométricas.
É quando fatoramos os limites do
Nosso consciente ciente de tudo que
Há entre nós e retalhos
E derivamos nossos problemas até dar zero.
É a matriz quadrada de inúmeros desejos,
Equações do primeiro, segundo,
Terceiro grau até aos quarenta de febre,
Fogo de viver, de se expressar em forma
Mitológica através dos cálculos cartesianos.
É o binômio afetuoso de Newton e Beatriz, Tales e Pitágoras
É Bhaskara, regra de três, de dois
E até de um pensar mais simples.
É vida somada,
É a fúria multiplicada,
É dúvida dividida,
É Amor no quociente,
É a grande esfera da vida dimensionada
Em uma escala de tempo sem fim.
Assinar:
Postagens (Atom)
